domingo, 30 de março de 2008

Gestão do risco em segurança da informação

Tendo em vista a complexidade e o alto custo de manter os ativos de informação a salvo de ameaças à sua confidencialidade, integridade e disponibilidade, é de extrema importância para o alcance dos objetivos de segurança adotar um enfoque de gestão baseado nos riscos específicos para o negócio. Conhecendo as ameaças e vulnerabilidades a que estão sujeitas as informações, bem como os impactos que poderiam advir do compromentimento de sua segurança, torna-se mais bem fundamentada e confiável a tomada de decisão sobre como e quanto gastar com a proteção dos dados corporativos. Gestão de risco é o conjunto de processos que permite às organizações identificar e implementar as medidas de proteção necessárias para diminuir os riscos a que estão sujeitos os seus ativos da informação, e equilibrá-los com os custos operacionais e financeiros envolvidos.

Scanners de portas e de SO

Scanner de portas procuram por portas abertas em um ou mais servidores de uma rede, exibindo uma lista de portas que permitem conexão. Existem vários scanners dessa categoria. Porém, o mais conhecido é o Nmap, ele é o mais rápido de sua categoria, é bem completo, podendo scannear diversos hosts. Também tenta identificar qual sistema operacional que o alvo está rodando. Ele pode ser usado no modo gráfico, com o Nmapfe, ou no modo texto.
Scanner de So: Não existem muitos scanners dessa categoria, mas os que existem suprem as necessidades dos invasores. Esses scanners verificam as respostas que o servidores dão às conexões e identificam o Sistema Operacional no qual estão rodando.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Normas e padrões de Segurança II


Cobit (Control objectives for information and related technology)

O Cobit é num conjunto de diretrizes para a gestão e auditoria de processos, práticas e controles de TI. Desenvolvido pela Information System Audit and Control Association (ISACF) e pelo IT Governance Institute, o Cobit oferece um modelo de maturidade para o controle dos processos de TI e abrange práticas em quatro domínios: planejamento e organização, aquisição e implementação, entrega e suporte e monitoração. O Cobit contém mais de 300 pontos de controle para 34 processos, sendo um deles o de segurança da informação. Seu principal objetivo é auxiliar a organização a equilibrar risco e retorno em investimentos em TI.

Normas e padrões de Segurança I


ITIL (It infrastructure library)

O ITIL é um conjunto de documentos desenvolvidos pelo governo do Reino Unido para registrar as melhores práticas na área de gestão de serviços de TI. Embora não represente exatamente um padrão de segurança da informação, o ITIL comtempla as áreas de gestão de incidentes, problemas, configuração, atendimento ao usuário final, nível de serviço e desenvolvimento, implantação e suporte de software, colaborando assim tanto para a padronização e a melhoria da qualidade do serviço ofertado pela área de TI, quanto para o estabelecimento de processos voltados para o alcance dos objetivos de segurança da informação.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Criptografia

Criptografia é um processo para codificar informações de forma que elas se tornem ininteligíveis caso alguém consiga acessá-las. O processo de criptografia utiliza algoritmos, que são fórmulas matemáticas, para encriptar (codificar) a informação. Assim, o nível de segurança do processo de criptografia reside na qualidade dos algoritmos a serem aplicados. A Criptografia é o caminho natural para quem não se sente seguro apenas com ferramentas de controle de acesso ao PC. A encriptação ou cifragem consiste na aplicação de um algoritmo aos dados por forma a que eles se tornem ilegíveis, para recuperar os dados originais será necessário conhecer o algoritmo de desencriptação ou decifragem. As aplicações básicas da criptografia são a confidencialidade (garantir que apenas quem autorizado pode ler os dados) e a autenticação/integridade (garantir que os dados têm a origem correta e que não foram alterados entre origem e destino). A criptografia simétrica, também conhecida por criptografia tradicional utiliza uma única chave que serve tanto para cifrar como para decifrar. A criptografia de chave pública (mais recente) utiliza uma chave para cifrar e outra chave para decifrar. Tipicamente a chave de cifragem é pública (é divulgada a todos os utilizadores), a chave de decifragem é secreta, normalmente usa-se aqui a expressão privada, para não criar confusões com a criptografia simétrica. Existem ainda outras aplicações, como por exemplo, à assinatura digital.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Engenharia Social

A Engenharia Social é um método utilizado para obter acesso à informações importantes ou sigilosas em organizações ou sistemas por meio da enganação ou exploração da confiança das pessoas. Para isso, o golpista pode se passar por outra pessoa, assumir outra personalidade, fingir que é um profissional de determinada área, etc. É uma forma de entrar em organizações muito facilmente, porque não necessita da força bruta ou de erros em máquinas, ela explora com muita sofisticação as falhas de segurança dos humanos, que quando não treinados para esses ataques, podem ser facilmente manipulados. Algumas empresas investem fortunas em tecnologias de segurança de informações e protegem fisicamente seus sistemas, mas a maioria não possui métodos que protegem seus funcionários das armadilhas de engenharia social. Engenharia social compreende na aptidão dos indivíduos manterem-se atualizados com diversas questões pertinentes a tecnologia da informação, além de não estarem conscientes do valor da informação que eles possuem e, portanto, não terem preocupação em proteger essa informação. É importante salientar que, independente do hardware, software e plataforma utilizada, o elemento mais vulnerável de qualquer sistema é o ser humano, o qual possui traços comportamentais e psicológicos que o torna susceptível a ataques de engenharia social.

Técnicas

A maioria das técnicas de engenharia social consiste em obter informações privilegiadas enganando os usuários de um determinado sistema através de identificações falsas, aquisição de carisma e confiança da vítima. Um ataque de engenharia social pode se dar através de qualquer meio de comunicação.Tendo-se destaque para telefonemas, conversas diretas com a vítima, e-mail e WWW.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

A importância do gestor de segurança

Uma estrutura consolidada de proteção para rotina corporativa precisa de uma atuação cuidadosa, pensada e atualizada constantemente, com a preocupação de realizar avaliações repetidas em busca da sintonia fina que irá otimizar o dia-a-dia.


Por isso, o papel do gestor de segurança ganha ainda mais importância nesse contexto. Sua responsabilidade como gerente de pessoas, para orientar o elo mais fraco da cadeia, o usuário, também precisa de grande habilidade. A cooperação e a conscientização do público, bem como as formas de transformá-los em aliados, tornam-se fundamentais dentro do novo escopo da Segurança da Informação.

Estudos realizados por institutos de pesquisa apontaram, para desespero dos especialistas, que mais de 70% dos incidentes registrados em segurança partiram de dentro da companhia, do inimigo interno abrindo a brecha para ataques ou falhas. Na outra ponta, a reprodução acelerada de novas pragas – vírus, worms ou trojans— não permite uma postura negligente em relação à segurança. A chegada de novas formas de ataque, vide o que ocorreu com os spywares e adwares, sem deixar de citar os phishing scam e pharming, os quais geraram muita dor-de-cabeça para os usuários.

Por essa razão é importante a evolução constante não só dos conhecimentos do gestor, bem como da plataforma de combate. Seja em hardware ou software, as atualizações são fundamentais para um bom desempenho da Segurança da Informação dentro da corporação. Além disso, gerenciar a proteção nas pontas, onde estão os usuários, também é um grande desafio.

Tipos de Pragas na Internet (Parte 3)

Outro tipo muito conhecido na internet são os chamados Spywares. Vejamos o que são e como agem:

Spyware consiste em um programa automático de computador, que recolhe informações sobre o usuário, sobre seus costumes na Internet e transmite esta informação a uma entidade externa na Internet, sem o seu conhecimento e o seu consentimento. Diferem dos cavalos de Tróia por não terem como objetivo que o sistema do usuário seja dominado, seja manipulado, por uma entidade externa, por um cracker.

Os spywares podem ser desenvolvidos por firmas comerciais, que desejam monitorar o hábito dos usuários para avaliar seus costumes e vender este dados pela internet. Desta forma, estas firmas costumam produzir inúmeras variantes de seus programas-espiões, aperfeiçoando-o, dificultando em muito a sua remoção.

Por outro lado, muitos vírus transportam spywares, que visam roubar certos dados confidenciais dos usuários. Roubam logins bancários, montam e enviam logs das atividades do usuário, roubam determinados arquivos ou outros documentos pessoais.

Com freqüência, os spywares costumavam vir legalmente embutidos em algum programa que fosse shareware ou freeware. Sua remoção era por vezes, feita quando da compra do software ou de uma versão mais completa e paga.

Eventualmente anexos de e-mails ou mensagens vindas de mensageiros como o MSN e o ICQ, também podem conter spywares. Firmas comerciais exploram maldosamente a curiosidade dos usuários e desenvolvem novas formas de transmissão e de instalação de spywares.

Recentemente uma grande parte dos spywares é assimilada pelo navegador, como plug-ins. O usuário deve ser cuidadoso aos instalar os diversos plug-ins disponíveis na internet.

Muitas vezes usa-se de forma genérica o termo spyware para os malware e adwares, que são programas indesejáveis. Os softwares anti-pestes, também denominados antispywares, são feitos para removê-los.



Tipos de Pragas na Internet (Parte 2)

Muita gente já ouviu falar muito sobre vírus de computador, mas o que seria vírus?

Um vírus é um software projetado e escrito para afetar de forma adversa o seu computador ao alterar a forma como ele trabalha sem o seu conhecimento ou permissão. Em termos mais técnicos, um vírus é um código de programa que se implanta em um dos seus arquivos executáveis e se espalha sistematicamente de um arquivo para outro. Os vírus de computador não são gerados espontaneamente. Eles precisam ser escritos e ter um objetivo específico. Em geral, um vírus tem duas funções distintas:

Ele se dissemina de um arquivo para outro sem sua participação ou conhecimento. Tecnicamente, isso é conhecido como auto-replicação e propagação. Implementa o sintoma ou o dano planejado pelo seu criador. As suas atividades incluem apagar um disco, corromper seus programas ou simplesmente provocar caos no seu computador. Tecnicamente, isso é conhecido como ação do vírus, que pode ser benigna ou maligna conforme a imaginação do seu criador.

Um vírus benigno é um vírus que foi projetado para não provocar danos ao seu computador. Por exemplo, um vírus que se oculta até uma data ou hora predeterminada e, em seguida, não faz nada mais do que exibir algum tipo de mensagem é considerado benigno.

Um vírus maligno é aquele que tenta causar danos ao seu computador, embora o dano possa não ser intencional. É significativa a quantidade de vírus desse tipo que causa danos devido a uma programação inadequada e bugs autênticos no código viral. Um vírus maligno pode alterar um ou mais dos seus programas de modo que ele não funcione como deveria. O programa infectado pode terminar de modo anormal, gravar informações incorretas nos seus documentos ou o vírus pode alterar as informações do diretório em uma das áreas do seu sistema. Isso pode evitar que a partição seja montada ou você pode não conseguir iniciar um ou mais programas ou os programas podem não conseguir localizar os documentos que você quer abrir.

domingo, 20 de maio de 2007

Tipos de Pragas na Internet (Parte 1)


Como todos nós sabemos existem vários tipos de pragas que surgem constantemente na Internet, começarei falando sobre os Sniffers.

Sniffers (do inglês sniffer, farejador) são programas que permitem o monitoramento de uma rede interna (LAN) e de todo o seu tráfego. A Arquitetura TCP/IP criado a partir dos anos 70, como parte do programa ARPANET, é a base do tráfego flexível e seguro, mas não de acesso à informação com segurança. As informações que saem de qualquer estação da rede viajam por ela de forma límpida, sendo apenas divididas em pacotes de dados que são, posteriormente, agrupados na máquina destinatária, mas que podem ser percebidos por toda a rede. À parte daí, basta que um sniffer esteja localizado dentro da rede, esperando o pedido de acesso a serviços, como recebimento de e-mails (POP ou IMAP), acesso remoto (telnet, VNC), transferência de arquivos (FTP) ou serviços de instant Messenger. E é então que usernames, senhas e mesmo textos inteiros de e-mails e documentos anexos – nos quais a criptografia normalmente não é aplicada, passam a correr o risco de se tornarem públicos.